Ninguém aqui é louco pra questionar a qualidade de Michael Jordan. Mas, convenhamos: a carreira do cara teve episódios especiais que contribuíram para essa idolatria toda que o cerca.
A gente poderia falar da dispensa do time nos tempos de escola, do jogo com 40º de febre, e de mais um monte de coisa. Mas motivados pelo rumor que deixou o mundo do basquete meio arrepiado, vamos falar dos dois retornos triunfais que MJ teve durante a carreira.
O primeiro foi em 1995. Campeão pelo Bulls em 91, 92 e 93, Jordan estava abalado pela morte do pai, assassinado na Carolina do Norte. Logo após o terceiro título, revelou que tinha perdido a vontade de jogar basquete e que, sem vontade, era melhor parar. Assim, aos 30 anos, anunciou o fim da carreira na NBA.
A decisão, evidentemente, surpreendeu o mundo. Mas surpresa ainda maior foi o que aconteceu na sequência: Jordan assinou um contrato com o Chicago White Sox, time de uma liga minoritária de baseball dos EUA, e simplesmente mudou de esporte!
A mudança na carreira tinha uma explicação: Jordan estava realizando um sonho do falecido pai, que sempre quis que o filho fosse um jogador de baseball. No novo esporte, Jordan ainda jogou pelo Birmingham Barons e pelo Scottsdale Scorpions, times também de ligas minoritárias.
Mas a aventura durou pouco. Em março de 95, enquanto a temporada regular da NBA estava a todo vapor, Jordan ilustrou a capa da Sports Illustrated com uma entrevista de apenas duas palavras: “I’m back!” e, dias depois, estava novamente em quadra, pelo Chicago Bulls, confirmando a volta ao basquete.
Com a camisa 23 aposentada pelo time de Chicago no anúncio da primeira aposentadoria, Jordan voltou vestindo a 45. A partida que marcou o retorno, contra o Indiana Pacers, teve a maior audiência da história da TV dos EUA para um jogo de temporada regular da NBA.
Naquele ano, o Bulls conseguiu 13 vitórias em 17 jogos com a presença de Jordan, e garantiu a vaga nos palyoffs. Mas parou no Orlando Magic, de um tal de Shaquille O’Neal, nas semifinais do leste.
Na temporada seguinte, Jordan seguiu com os Bulls e recuperou a camisa 23. Incomodado com as críticas de que já não era mais o ‘velho Jordan’, conduziu o time de Chicago à melhor campanha da história da NBA, com 72 vitórias em 82 jogos. O título de 96 veio sem muita dificuldade, e, nas finais contra o Seattle Super Sonics, Jordan foi o MVP. Aliás, a combinação título e MVP das finais para Jordan se repetiu também em 97 e em 98.
E depois do título de 98 veio a segunda aposentadoria. O histórico Bulls dos anos 90 estava se desmanchando: Rodman tinha ido para o Lakers, Pippen tinha pedido para ser trocado e Phil Jackson não queria renovar o contrato.
Com 35 anos, Jordan viu que ia ficar sozinho no barco, e, em janeiro de 99 preferiu se aposentar. Se aposentou, mas não abandonou o basquete, nem a NBA, e virou dono e general manager do Washington Wizards.
Mas parece que acompanhar o time e os jogos, ainda que como cartola, deu aquela coceirinha. E em 25 de setembro de 2001, Jordan resolveu voltar a jogar basquete e anunciou seu segundo retorno a NBA.
Desta vez, voltou pelo próprio time, o Washington Wizards, com o lendário número 23 e com o salário todo revertido para as famílias das vítimas do atentado às torres gêmeas, que tinha abalado os EUA poucas semanas antes.
Aos 39 anos, Jordan fez duas temporadas com o Wizards. Foram 142 jogos, e médias de 36,1 minutos e 21,2 pontos por jogo. Ninguém naquele time pontuou mais que Jordan.
O que dá pra tirar disso tudo? Mais um argumento para os que acreditam que agora, aos 50 anos, é possível que Jordan volte às quadras. De uma forma ou de outra, o cara gosta de retornos triunfais. E, tratando-se de Michael Jordan, nós também.


![persowy:
MJ x Kobe x Lebron [Statistic]](http://24.media.tumblr.com/610dc35cd867a29a1b70c4fee97c4845/tumblr_mkmm92Cm1U1s18zyko1_500.jpg)








